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A nova estrada digital do governo: Rede Privativa Fixa já chega a mais de 350 prédios públicos em 24 capitais

11/09/2026

Concluída a etapa principal de obras físicas, projeto avança para a conexão dos órgãos federais e amplia a segurança no tráfego de dados públicos.

Imagine uma “estrada digital” exclusiva e veloz, construída só para o tráfego de dados com informações do Governo Federal, longe dos congestionamentos e instabilidades da internet comum. É essa a proposta da Rede Privativa Fixa da Administração Pública Federal, iniciativa executada pela Entidade Administradora da Faixa (EAF) vinculada ao Leilão do 5G. O projeto já executou a infraestrutura de fibra óptica para atender mais de 350 prédios de entidades públicas federais em 24 capitais brasileiras.

Com a conclusão dessa etapa de obras físicas, resta apenas finalizar o cabeamento em São Paulo, Cuiabá e Manaus para fechar o mapa nacional de acesso. A implantação abre caminho para conectar agências, autarquias e institutos federais a uma rede própria, projetada para garantir total segurança, alta velocidade e estabilidade no tráfego de dados estratégicos do Estado.

A execução do projeto é conduzida pela EAF sob supervisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi). Após a entrega da infraestrutura, a operação é repassada para a Telebras, sob gestão do Ministério das Comunicações.

“O diferencial é a entrega de um serviço de muito mais alta velocidade, com maior segurança e infraestrutura própria. Esse projeto fortalece a sustentabilidade da rede e garante uma conexão dedicada de alta qualidade para os órgãos públicos”, afirma Geraldo Segatto, diretor de Operações da EAF.

EXPANDINDO A OPERAÇÃO

Com os cabos instalados nas capitais, o projeto inicia a fase de ligar o sinal e conectar os prédios públicos. Aracaju (SE) foi a primeira cidade a ter a Rede Privativa Fixa em funcionamento, onde órgãos federais já operam na nova estrutura há mais de um mês.

Em Sergipe, a unidade da Agência Nacional de Mineração (ANM) foi o primeiro prédio do país ativado, em 25 de junho, registrando saltos imediatos de estabilidade no dia a dia do serviço público.

A partir da experiência pioneira em Sergipe, a entrada dos órgãos públicos na nova rede segue um cronograma gradual de ativações:

  • Outubro de 2026: Ativação da rede em outras cinco localidades totalmente operacionais, além de Sergipe.
  • Dezembro de 2026: Expansão para operação plena em até 22 cidades com órgãos federais conectados e atendidos pela Telebras até o fim do ano.
  • 2027: Conclusão e ativação total dos serviços nas cinco capitais restantes (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Cuiabá).

GANHO NO ATENDIMENTO E SEGURANÇA

Na prática, a nova infraestrutura elimina travamentos de sistemas em órgãos que lidam com grandes volumes de dados sigilosos — como nas ações integradas entre Anvisa, ANS e Fiocruz na saúde —, o que se reflete diretamente em serviços mais ágeis para a população.

“A estabilidade que a rede trouxe possibilitou o atendimento por meio digital sem delay, quedas ou oscilações de sinal. Isso moderniza o serviço público e entrega para a sociedade um atendimento de alta qualidade”, enfatiza Maiko dos Santos Correia, servidor da ANM em Aracaju e responsável pelo setor de Arrecadação.

A infraestrutura também já estará preparada para o futuro: a malha conta com suporte a tecnologias avançadas de proteção cibernética, como a criptografia pós-quântica, garantindo a máxima segurança do patrimônio de dados do governo.

Imagens: Marcelo Camargo/EAF