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EAF faz demonstração técnica da Rede Privativa de Comunicação para a Marinha no Rio de Janeiro

19/10/2026

Sistema integrou rádios de tecnologias distintas a smartphones, com transmissão de voz, vídeo e dados de localização em tempo real

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) realizou nesta quarta-feira (14/10) uma demonstração técnica da Rede Privativa Móvel de Comunicação para a Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro. O objetivo do evento foi testar a rede para a utilização nas operações de rotina da instituição e em cenários de “operações de guerra”. A infraestrutura da plataforma conta com um datacenter principal em Brasília e um polo de redundância geográfica operado na área da Marinha, na Ilha do Governador. O projeto de Redes Privativas é uma iniciativa do Ministério das Comunicações, executado pela EAF e acompanhado pela Anatel, por meio do Gaispi, grupo responsável pela coordenação dos projetos previstos no edital do 5G.

A rede privativa móvel de missão crítica é uma infraestrutura exclusiva e segura de comunicação desenhada pela EAF para o tráfego de informações confidenciais e estratégicas de Estado. Essencialmente, ela supera a dependência das redes comerciais e unifica num único ecossistema corporações que antes operavam isoladas, como as polícias e as Forças Armadas. A sua importância reside na garantia de um canal com criptografia — incluindo tecnologias pós-quânticas e chaves nacionais — e de comunicação ininterrupta através dos recursos de Prioridade e Preempção (QPP), assegurando que o tráfego de dados de agentes de segurança, emergência ou saúde não caia mesmo em cenários de saturação das redes públicas, otimizando o tempo de resposta em operações sensíveis e de salvamento.

A programação teve início às 9h, no prédio da Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM), com a apresentação do projeto. O evento contou com a presença do contra-almirante Cândido Marques, entre outras autoridades da Força Militar.

Os testes envolveram o DCTIM, as instalações do Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro, na Ilha das Cobras, onde a equipe visitou o Navio-Doca Multipropósito Bahia. A operação utilizou computadores, equipamentos híbridos de rádio e smartphones de uso restrito e dispositivos comerciais com aplicativo exclusivo. Os testes englobaram chamadas de voz e de vídeo por meio de rede de dados em terra e por satélite das embarcações, envio de mensagens de texto, de vídeo e de arquivos, além de monitorização de localização dos agentes em tempo real. A demonstração incluiu chamadas de voz entre os terminais smartphones e rádios P25, conectando as equipes com aparelhos diferentes e lugares distantes, como o DCTIM, o navio-doca Bahia, embarcação em movimento na Baía de Guanabara e outros rádios P25 localizados no Rio de Janeiro e em outros Estados.

“Estar na Marinha permite entender a demanda da instituição para adaptar o projeto ao usuário final. O sistema atende às necessidades de comunicação terrestre e das embarcações. Os testes de hoje com conexão via satélite de baixa órbita servem para avaliar o funcionamento da rede em áreas distantes da costa e em rios que não possuem cobertura móvel”, afirma Geraldo Segatto, COO da EAF.

Após a demonstração, a Marinha deve começar o uso piloto da tecnologia por um ano, sem custos para a corporação militar.

Facilidade e conectividade

A rede privativa móvel é mais prática porque substitui o uso de múltiplos aparelhos (como antigos rádios e tablets) por um único equipamento, unificando a comunicação de voz, vídeo e a consulta de dados num só dispositivo. Além de integrar instantaneamente diferentes corporações que antes não conseguiam se comunicar, a tecnologia garante prioridade absoluta de conexão, assegurando que o usuário final nunca fique sem sinal durante as ocorrências, mesmo quando as redes comerciais civis estiverem congestionadas.