Notícias
Com fibra própria e criptografia pós-quântica, EAF implanta rede que blinda dados de órgãos federais
22/10/2026
Modelo de Rede Privativa em implementação isola o tráfego de dados de segurança pública das redes comerciais e aplica chaves nacionais de proteção contra acessos indevidos
Casos recentes de invasões a câmeras de segurança mostram os riscos de usar redes comuns de internet para transmitir dados públicos. Como solução estrutural para evitar a invasão de sistemas do Estado, a Entidade Administradora da Faixa (EAF) conduz a implementação das Redes Privativas de Comunicação da Administração Pública Federal em 26 capitais e no Distrito Federal. Essas redes oferecem uma infraestrutura com núcleo dedicado e criptografia de estado para blindar o monitoramento e proteger o sigilo de informações sensíveis.
O projeto é uma iniciativa do Ministério das Comunicações, executado pela EAF e acompanhado pela Anatel por meio do Gaispi — grupo responsável pela coordenação dos projetos previstos no edital do 5G. O modelo em implementação isola o tráfego de dados governamentais das redes comerciais e aplica rígidos mecanismos de proteção contra acessos indevidos.
Na prática, a infraestrutura funciona como uma estrada digital exclusiva e de alta velocidade construída apenas para o tráfego do Governo Federal. Enquanto na internet comum os dados públicos dividem a mesma via com bilhões de usuários, robôs e criminosos, na Rede Privativa circulam apenas órgãos federais autorizados.
“O diferencial é a entrega de um serviço de muito mais alta velocidade, com maior segurança e infraestrutura própria. Esse projeto fortalece a sustentabilidade da rede e garante uma conexão dedicada de alta qualidade para os órgãos públicos”, afirma Geraldo Segatto, diretor de Operações da EAF.
Rede Fixa
A Rede Fixa visa interconectar prédios da Administração Pública Federal e está sendo implantada em todas as capitais do país até dezembro de 2027. A arquitetura do projeto rompe com a dependência histórica de redes comerciais para o tráfego de dados estratégicos, estruturando uma rede exclusiva em fibra óptica. O sistema conta com anéis metropolitanos com capacidade de tráfego de até 100GB, operando de forma restrita aos centros de comando para bloquear a possibilidade de acesso por terceiros.
Com a fibra instalada em 24 capitais, falta apenas concluir o cabeamento em São Paulo, Cuiabá e Manaus para fechar o mapa nacional. O projeto entra agora na fase de ativação do sinal e conexão dos prédios públicos. Aracaju (SE) foi a primeira cidade com a rede em funcionamento. Após a entrega da infraestrutura, a operação passa para a Telebras, sob gestão do Ministério das Comunicações.