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EAF, entidade do 5G, apresenta resultados na SP Climate Week e defende parcerias para fortalecer a economia circular

05/08/2026

CEO da entidade mostra como iniciativa em municípios do Nordeste promoveu a reciclagem, a inclusão produtiva e a educação ambiental

Parcerias entre empresas, governos e organizações da sociedade civil, aliadas a uma visão que contemple todo o ciclo dos materiais, da coleta ao reaproveitamento, são fundamentais para fortalecer a economia circular. Essa foi a principal mensagem da CEO da Entidade Administradora da Faixa (EAF), Gina Marques, durante o painel “O futuro da logística reversa: desafios e oportunidades para cadeias circulares”, realizado nesta segunda-feira (4), na programação oficial da São Paulo Climate Week.

Ao apresentar a experiência da EAF no programa Siga Antenado, Gina mostrou que um dos maiores projetos de infraestrutura do país, criado para viabilizar a implantação do 5G, deixou ainda um legado ambiental e social por meio da destinação adequada dos resíduos eletrônicos.

Segundo ela, a iniciativa concentrou esforços principalmente em municípios do interior do Nordeste, região onde o programa de substituição das antigas parabólicas pela nova antena digital beneficiou o maior número de famílias. “Transformamos um desafio ambiental em oportunidade para os moradores. Foram cerca de 30 mil pessoas impactadas, 38 toneladas de resíduos eletrônicos destinadas corretamente e 400 catadores capacitados para fortalecer a cadeia da reciclagem”, afirmou.

Em 29 municípios da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, os projetos apoiados pela EAF promoveram a destinação ambientalmente adequada dos resíduos eletrônicos, levaram educação ambiental a 110 escolas públicas — alcançando aproximadamente 27 mil estudantes — e fortaleceram cooperativas e organizações locais.

Segundo Gina Marques, a iniciativa nasceu de uma política pública voltada à expansão da conectividade e evoluiu para um projeto que também gera benefícios ambientais e sociais ao fortalecer a logística reversa e a cadeia da reciclagem nos territórios atendidos.

Ao discutir os desafios para ampliar a logística reversa no Brasil, a CEO defendeu que o avanço da economia circular depende da cooperação entre empresas, governos, cooperativas e organizações da sociedade civil. “Para alavancar a economia circular, precisamos estimular parcerias e olhar para todo o ciclo dos materiais. Não basta gerar um novo insumo: é preciso que exista demanda por esse produto e que toda a cadeia esteja estruturada, para que a economia circular resulte em benefícios sociais, ambientais e econômicos em escala.”