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Parcerias com operadoras são fundamentais para a expansão da Rede Privativa Móvel no Brasil, destaca EAF
23/09/2026
No MVNO Experience, o COO da entidade, Geraldo Segatto, destacou que a colaboração trará capilaridade ao serviço; infraestrutura já está totalmente apta para a integração das forças de segurança em Brasília
O sucesso da implementação e da expansão nacional da Rede Privativa da Administração Pública depende diretamente de parcerias estratégicas com as operadoras de telecomunicações. Esta foi a mensagem central de Geraldo Segatto, COO da Entidade Administradora da Faixa (EAF), durante palestra no MVNO Experience. Segatto enfatizou que, no modelo desenhado para o país, a EAF implantará o “cérebro” da rede — processamento de chamadas e armazenamento de dados dos usuários em um núcleo (CORE) próprio e dedicado —, enquanto a capilaridade da rede de acesso das operadoras parceiras garantirá a cobertura do serviço em todo o território nacional.
A segurança desse ecossistema colaborativo é rigorosa, segundo o executivo. Os dados trafegam de forma totalmente criptografada de ponta a ponta — do aplicativo até o núcleo dedicado —, assegurando proteção absoluta à informação. Toda a inteligência e dados dos usuários estão centralizados nesse núcleo, premissa técnica inegociável da implantação da Rede Privativa Móvel de Missão Crítica.
A integração das agências de segurança pública, emergência e defesa, proporcionada por essa rede já é uma realidade no Distrito Federal. A infraestrutura disponível para órgãos como a Polícia Militar (PMDF), as polícias legislativas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Forças Armadas e diversas outras agências, está pronta para ser utilizada via plataforma de missão crítica MCx da Motorola e gateways de integração. A entrada em operação plena ocorrerá com o recebimento dos terminais móveis— smartphones robustecidos LTE ou Híbridos (LTE/Tetra e LTE/P25, que funcionam como smartphones e rádios de última geração). Com essa estrutura e o 5G, a comunicação entre as forças de segurança no DF ganha um salto de eficiência e integração interinstitucional.
Um dos grandes diferenciais tecnológicos destacados por Segatto é a ativação e uso de funcionalidades de QPP (Qualidade de Serviço, Prioridade e Preempção) na rede de acesso das operadoras, para atender exclusivamente os usuários de segurança pública, emergência e defesa, da Rede Privativa Móvel. Essa diferenciação tecnológica garante que, em situações de eventos críticos — como a atuação da Polícia Militar em um estádio de futebol —, as forças de segurança tenham prioridade na utilização da rede de dados móveis. Essa prioridade no uso é assegurada mesmo se houver um número excessivo de usuários comerciais, no mesmo local do evento.
Sobre o avanço e o futuro do projeto, Segatto detalhou a mudança de estratégia adotada e o papel fundamental das novas parcerias com as operadoras móveis. Ele lembrou que, quando o edital foi elaborado, a implantação da rede móvel previa a construção de uma rede de acesso própria. No entanto, usando o princípio da economicidade, avaliando os principais modelos de rede privativa móvel no mercado mundial e evidenciando a possibilidade de se expandir a rede para outros estados do Brasil de forma rápida e financeiramente viável, foram estabelecidas novas prioridades e alterações na estratégia inicial.
Nesse novo cenário, as MVNOs (Operadoras Móveis Virtuais) — empresas que prestam serviços de telefonia móvel utilizando a infraestrutura de rede de outras operadoras — entram como novos players essenciais para prover a cobertura móvel. Para garantir maior segurança e a integridade das comunicações, o projeto adotou o modelo de SMVNO (Secure MVNO), que incorpora camadas extras de segurança, controle de tráfego e gateways específicos, atendendo perfeitamente às exigências das polícias e equipes de emergência.
Sobre a EAF
A Entidade Administradora da Faixa (EAF) é uma instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações. Entre suas atribuições estão a limpeza da faixa de 3,5 GHz, essencial para a operação do 5G no país; a execução dos programas Siga Antenado e Brasil Antenado; a implantação das infovias na região amazônica, para expandir a infraestrutura de telecomunicações no Norte do Brasil; e o desenvolvimento das redes privativas de comunicação para o Governo Federal.
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