Conectividade significativa para um futuro mais responsável
12/09/2024Em junho de 2022, a Entidade Administradora da Faixa (EAF) começou a pavimentar uma das principais estradas rumo a um futuro mais conectado para os brasileiros. Menos de um mês depois, no dia 6 de julho, o país iniciava uma nova era digital com a instalação das primeiras antenas do 5G standalone no DF.
Em julho, completamos dois anos de 5G no Brasil. É uma história ainda muito recente, cuja transformação no mundo – e no Brasil – está só começando. E o ponta pé inicial aconteceu por aqui, na EAF. Para que as operadoras móveis pudessem ativar o sinal do 5G, era necessário que a EAF fizesse três entregas determinadas pelo edital 001/2021 da Anatel: (i) a desocupação da faixa de 3.5 GHz pelas estações satelitais profissionais (FSS) que operavam na chamada Banda C estendida, (ii) a mitigação das estações satelitais profissionais (FSS) e (iii) a migração das antenas parabólicas da banda C para a banda Ku que consiste na instalação de kits gratuitos da nova parabólica digital para beneficiários de programas sociais federais e que assistem a TV aberta e gratuita pela parabólica tradicional.
Trabalho inédito em dimensão, desafio e superação.
Dois anos depois, é um orgulho olhar para esse passado – ainda bem recente – e perceber o impacto do nosso trabalho na expansão da tecnologia pelo país e nossa contribuição real para a conectividade significativa, que avança Brasil adentro.
Já são mais de 5.000 cidades liberadas pelo GAISPI para receber o 5G standalone. No total, nessas cidades, residem cerca de 200 milhões de brasileiros. Atualmente, mais de 24.600 estações de 5G estão em operação na faixa dos 3.5 GHz, cobrindo mais de 650 municípios.
A esses números importante somar mais de 3.5 milhões de kits gratuitos com a nova parabólica digital instalados na casa de famílias de menor renda por todo o Brasil. A instalação das novas parabólicas digitais na residência de beneficiários do CadUnico é parte de nossas obrigações, pois a parabólica tradicional que transmite o sinal aberto de TV pela Banda C vai deixar de funcionar em função da proximidade espectral com a frequência de downlink utilizada pelas redes 5G standalone.
Celebrar os mais de dois anos de 5G no Brasil é também celebrar a atuação da EAF, criada por determinação da Anatel justamente para preparar o terreno e possibilitar que a quinta geração do sinal de dados móveis se torne realidade para a população e para todos os setores da economia. As transformações possíveis estão só começando. Já conhecemos histórias de cidades, como Curitiba, que se tornam referência na utilização do 5G e IOT com seus sensores em lixeiras para otimizar o serviço de coleta e suas luminárias públicas inteligentes. Graças à nova tecnologia, há robôs espalhados por centros de logística distribuídos pelo território brasileiro otimizando a separação, organização e movimentação de produtos.
O Brasil já tem pelo menos uma operação portuária, em Santos/SP, utilizando o 5G standalone para monitorar entregas e movimentação de guindastes a partir de comando remoto. Uma fábrica de chocolates em Caçapava/SP ampliou a produtividade com robôs e realidade aumentada. Um hospital paulistano anunciou que, até o fim do ano, vai inaugurar a primeira operação de ambulâncias conectas ao 5G.
No agro, os exemplos começam a se multiplicar pelo Brasil. As primeiras iniciativas já fazem coleta e a análise em tempo real de dados sobre clima, qualidade do solo e monitoramento de culturas e criações, otimizando insumos como água, ração, fertilizantes e pesticidas. É o que acontece na Fazenda Pamplona, do grupo SLC Agrícola, na cidade de Cristalina/GO. O case foi destaque na Folha de São Paulo por adotar o 5G Standalone. A Usina São Martinho, em Pradópolis/SP, é uma das pioneiras na adoção da tecnologia com o objetivo de aumentar a eficiência em processos que exigem alta velocidade e baixa latência, e possibilitando a utilização de veículos autônomos, como tratores e caminhões, drones para controle inteligente de pragas e plantas daninhas, identificação e localização de incêndios em suas áreas agrícolas, automação de processos industriais, dentre outras atividades que requerem processamento de dados e imagens em alta velocidade. A John Deere, uma das maiores fabricantes de equipamentos agrícolas e de construção do mundo, já conectou mais de 12 mil hectares no Brasil a partir de suas mais de 300 lojas, levando conectividade com foco na produtividade e automação de seus equipamentos, além de expandir o benefício para serviços básicos como educação e saúde para trabalhadores do campo.
Esses são apenas alguns dos muitos casos de uso do 5G que já estão brotando nos próximos meses e anos e significam desenvolvimento econômico e social para o nosso País.
O futuro já está acontecendo. Com esse presente mais conectado, confirmo minha certeza de que nosso trabalho aqui na EAF materializa uma contribuição fundamental para a conectividade significativa em toda a sua essência.
Leandro Guerra
Presidente da Entidade Administradora de Faixa (EAF)