Infovias
A construção das infovias de responsabilidade da EAF tem a finalidade de expandir a Infraestrutura das telecomunicações por meio da implantação de cabos de fibra óptica subfluvial na Região Amazônica. Um dos maiores projetos de conectividade com baixo impacto ambiental do mundo. Sem provocar desmatamento, a EAF usará o leito dos rios para levar sinal de internet de qualidade à população.
O projeto faz parte do Programa Norte Conectado, criado pelo Ministério das Comunicações com o objetivo de expandir a infraestrutura de conectividade da região amazônica para atender às políticas públicas de telecomunicações, educação, pesquisa, saúde, defesa e do judiciário.
Fases do projeto
O projeto foi dividido em duas etapas. A primeira contempla as infovias 02, 03 e 04, com mais de 2 mil quilômetros. Na segunda etapa serão implementadas as infovias 05, 06 e 08, com mais de 6 mil quilômetros de cabos.
Raio-x do Cabo
O cabo de fibra óptica é o elemento mais importante na implementação das infovias. Ele é o grande responsável por levar conectividade de qualidade para a Região Amazônica. Os 48 pares de fibras ópticas que compõem o cabo são responsáveis por garantir uma conexão de alta capacidade podendo chegar a 96 Tbps de transmissão de dados.
Plataforma de Lançamento
Esta é a embarcação responsável pela operação de lançamento do cabo de fibra óptica subaquático, que levará sinal de dados de qualidade à Região Norte do país por meio das Infovias.
Ela foi projetada sob medida para carregar todos os equipamentos necessários para a operação e para que a tripulação trabalhe com conforto e segurança.
16 containers de 6,60m x 2,44m e 2,60m de altura, sendo:
Quantidade máxima comportada pela plataforma:
-
110
Pessoas
- Largura: 24,4 m
- Altura: 2,9 m
- Comprimento: 17 m
O Backbone
Será ativado inicialmente 200Gb/s, com sistema de transmissão óptica DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) com disponibilidade para 20 canais de 200Gb/s (4 Tb/s) em um único par de fibra óptica. Cada cidade será conectada com sistema de transmissão DWDM, instalados no Centro Móvel de Alta Disponibilidade (CMAD), como ponto central para distribuição da conectividade das redes públicas e privadas.
Infovias
Etapas de Implementação
O Estudo de Viabilidade de Rota acontece antes de todas as etapas. Uma embarcação preparada com equipamentos de alta tecnologia percorre os rios onde o cabo deverá ser instalado para mapear o leito, o solo e quaisquer outras características naturais do trajeto. O objetivo é conhecer o comportamento natural dos rios e definir o melhor posicionamento do cabo no leito.
A aquisição dos cabos é um processo técnico e burocrático. A avaliação dos fornecedores considera fatores como potencial do fabricante, qualidade, garantias sobre o produto, realização de diversos testes do momento da fabricação até a iluminação do cabo.
O objetivo da operação é implementar o projeto com os menores riscos possíveis de impacto socioambiental. São desenvolvidos estudos detalhados e submetidos às autoridades ambientais, que emitem o parecer sobre a documentação, o licenciamento e as autorizações para implementação das Infovias.
A operação de transbordo tem como objetivo retirar os cabos do navio frete, contatado pelo fabricante, e colocá-los nas plataformas de lançamento. É uma operação delicada, que acontece 24 horas por dia, 7 dias por semana.
A Infraestrutura de Passagem e Ancoragem (IPA), o Centro Móvel de Alta Disponibilidade (CMAD) e o Gabinete Externo compõe a infraestrutura terrestre do projeto. O CMAD acomoda todos os equipamentos necessários para iluminação da fibra óptica, que vem pelo leito do rio, chega até a margem e é ancorada num dispositivo chamado Caixa de Ancoragem. Dessa caixa, é instalado um cabo terrestre até o interior do CMAD, onde estão os equipamentos que amplificam e distribuem o sinal para a rede metropolitana.
Junto com os CMADs existe um equipamento fundamental para facilitar a manutenção e eventual expansão das conexões de fibra óptica nas cidades atendidas pelo projeto, o gabinete externo à sala de equipamentos, que abriga um espelhamento do Distribuidor Interno Óptico (DIO) e as terminações da rede externa. Esse dispositivo limita o acesso às fibras trazidas pelo cabo óptico instalado no leito dos rios para dentro dos CMADs e separa a rede metropolitana da rede subfluvial.
A infraestrutura da rede metropolitana consiste na conexão entre a infraestrutura terrestre e a rede de cabos que levará o sinal de dados a todos os acessos atendidos pela operação dentro da cidade.
O cabo é liberado lentamente da balsa com apoio de boias, mergulhadores e pequenas lanchas. Movimentos bruscos podem danificar o cabo e atrasar a operação. Os mergulhadores têm a missão de acomodar o cabo no leito do rio. Ao chegar na Caixa de Ancoragem, o cabo passa por uma tubulação e é posicionado na Caixa de Ancoragem para que seja conectado ao CMAD.
O conjunto composto pelo Sistema de Transmissão Óptico (STO) e os sistemas de conexão da rede de acesso aos pontos de atendimento permitem implementar uma rede de alta capacidade e qualidade. Esses equipamentos são instalados no interior dos CMADs e são responsáveis pela iluminação do cabo, permitindo, assim, o tráfego de dados pela rede, com capacidade de até 96 Tb/s em milissegundos
A Rede Metropolitana estende a conectividade que virá pelo cabo de fibra óptica posicionado no leito dos rios até os pontos de atendimento para a população como escolas, hospitais, praças públicas, unidades de saúde e de justiça.
Todas as etapas de implementação da Infovia concluídas e entregues.
Evolução das infovias
Para que a infraestrutura das infovias seja entregue, uma série de etapas devem ser concluídas dentro dos prazos estipulados pelo edital do 5G.